Os planos de usar a heroína em um papel honorário na campanha de igualdade de gêneros gerou críticas

 

Um ícone da cultura nerd representando o Empoderamento de Mulheres e Meninas não durou muito. A Mulher-Maravilha deveria permanecer como embaixadora honorária da ONU por todo o ano de 2017, como parte do projeto para divulgar a Meta 5 do Desenvolvimento Sustentável da ONU, que busca alcançar igualdade de gênero e empoderamento feminino até 2030, porém, ela ocupou o cargo por menos de dois meses.

Esta precoce renúncia da super-heroína no programa se deve ao descontentamento de inúmeras pessoas que se manifestaram tanto online, quanto na sede da ONU. Segundo o jornal britânico The Guardian, a decisão de removê-la ocorreu após protestos e uma petição online que foi assinada por quase 45 mil pessoas. A explicação é de que a personagem não passa a imagem adequada para a campanha.

“Embora os criadores possam ter pretendido que a Mulher-Maravilha representasse uma mulher guerreira forte e independente com uma mensagem feminista, a realidade é que a iteração atual da personagem é a de uma mulher branca de proporções impossíveis, pouco coberta por um body brilhante”, dizia a petição online

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A princesa Diana de Themyscira apareceu pela primeira vez na série de quadrinhos All Star Comics #8 em dezembro de 1941. Após o sucesso, ganhou sua própria revista em 1942 e tem lutado contra vilões desde então. Em comemoração aos seus 75 anos, será lançada em 2017 uma edição especial de sua revista sobre o empoderamento de mulheres e meninas, além do seu primeiro filme solo nos cinemas.

“A Mulher Maravilha é sinônimo de paz, justiça e igualdade, e há 75 anos tem sido uma força motivadora para muitos e continuará a ser muito tempo após a conclusão de sua embaixada honorária da ONU”, disse Courtney Simmons, porta-voz da DC Entertainment.

E aí, concordam com a decisão da ONU?