A produção da 20th Century Fox baseada na obra de Agatha Christie é um deleite para os olhos e um afago no coração dos fãs da escritora!

Em primeiro lugar, uma salva de palmas para o roteiro de Michael Green, que foi de um respeito grandioso à obra original. Poucas vezes vi obras literárias tão bem adaptadas para o cinema, sem perda de essência e com uma métrica perfeita, sem cansar o público e com todos os elementos importantes presentes para o desenvolvimento do enredo.

A escolha do elenco foi majestosa, um time de estrelas do mais alto quilate! Contando com nomes como Michelle Pfeiffer, Josh Gad, Willem Dafoe, Daisy Ridley, Penélope Cruz, Derek Jacobi e outros, é uma delícia ver a apropriação de cada ator por seu personagem numa trama em que existem tantos deles em foco, o telespectador consegue sentir a impressão de cada um.

Johnny Depp entrega tudo o que se espera de um personagem central misterioso: um Edward Ratchett atormentado, viajando com uma sombra em seu encalço. O que parecia um encontro aleatório de pessoas no primeiro arco, desenvolve-se mostrando passo a passo a teia que existe por trás dos ocupantes do vagão, logo que Hercule Poirot aceita a empreitada de descobrir o responsável pelo assassinato ocorrido na calada da noite, enquanto o trem permanece preso pela neve.

E tragam um prêmio para Kenneth Branagh! Além da direção primorosa que mostra o cuidado de quem tem conhecimento de causa sobre a obra, Branagh entrega uma atuação impecável, ele é a imagem viva de Hercule Poirot! É maravilhoso ir ao cinema e ver alguém encarnar exatamente aquilo que você acompanhou durante tantos anos pelos livros, e Kenneth convence muito bem com sua postura intelectual e seu sotaque belga inserido no inglês britânico.

A produção como um todo é uma ideia facilmente absorvida pela galera das poltronas, gerando uma sensação de apropriação, você se sente literalmente dentro do filme! Sem mencionar os cenários incríveis, tanto de cenas externas em Istambul e no trajeto da viagem, quanto o cuidado em recriar o expresso da década de 30 e os figurinos em seus mínimos detalhes.

A fotografia é de encher os olhos! Trilha sonora adequada e o silêncio que paira sobre Poirot durante suas especulações, aliando-se aos ângulos de exibição dos personagens levam à perfeita criação do clima de suspense e mistério!

Sem exageros, mas feito com muito cuidado e carinho que transborda da telona para dentro dos nossos olhos, Assassinato no Expresso do Oriente apresenta bem seus personagens e desafia o grande detetive a enxergar além do certo e do errado, encerrando o terceiro arco com leveza e sensação de dever cumprido, além de deixar no ar o gostinho maravilhoso de espera pela próxima adaptação, Morte no Nilo!

E você, já assistiu Assassinato no Expresso do Oriente? Conta aí pra gente o que achou.

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Formada em Turismo e pós-graduada em Administração Financeira, consumidora compulsiva de qualquer material Sci-Fi, colecionadora de bons livros, cinéfila, tatuada, gamer por diversão, crítica amadora e metamorfose ambulante.
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