Dia 15 de Setembro a tv brasileira perde o cabloco (como ele era chamado pelo seu amigo Alexandre Nero), um dos poucos atores que me chamou atenção a mostrar de verdade o sangue, a pele e alma nordestina. Um dos protagonistas na novela Cordel Encantado, foi neste trabalho que pude conhecer e me encantar por esse ator. A música que dava a ação do personagem é uma das mais belas músicas, interpretada pelo cantor Otto – Carcará, e não saía do meu mp3 da época; melhor dizendo, até hoje não sai.

Nessa novela vi a força e sentimento que ele tinha para mostrar a alma nordestina. Sua carreira iniciou no Circo montado junto com Fernando Sampaio, o grupo La Mínima, e depois criou o circo Zanni em 1997, onde foi diretor artístico. Seu amor pelo teatro e pela vida circense lhe trouxe bons amigos, como o grande artista Arapiraquense, Teófanes Silveira – o palhaço Biribinha, que postou em seu facebook a foto com o amigo e a frase:

Ele acreditou em mim e no meu Palhaço, gostava de me ouvir falar e aceitava meus comentários e conselhos, mesmo assim aprendi muito com ele. E agora Dumas, e agora Agenor?

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Em 2008 ganhou o  Prêmio Shell de Melhor Ator, com a peça A noite dos palhaços mudos, depois fez algumas participações em seriados, como A Cura, Força Tarefa, Divã.

Além dos seriados, teatro, circo e TV, ele também fez participação no  filme Gonzaga de pai pra filho.

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O ator em alguns papeis que viveu, ele como palhaço, em Brado retumbante e na novela como Capitão Herculano

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Essa é uma pequena homenagem para esse grande ator que nos deixou no dia 15 de setembro. Força para família e amigos, que Deus possa confortar a todos nesse momento de dor.