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Pois bem jovens, DCnautas, amantes da DC/Vertigo e por que não do grande Neil Gaiman (Sandman). Hoje falaremos da série do anjo caído que leva seu nome: Lucifer que termina sua primeira temporada com um Season Finale de deixar no chinelo várias séries por aí. O melhor é que já foi renovada pra segunda temporada, então, o que você tá esperando? Dá tempo! Aposto 30 moedas de prata que você vai se amarrar nessa trama. Quer ser convencido de assistir? Então leia esse post até o fim, pois a FOX não errou com essa.
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A série conta a história do senhor dos portões do inferno que está cansado de ter esse “job” e ser culpado por toda humanidade pela maldade do mundo. E na sua forma carnal, Lucifer (Tom Ellis), escolhe Los Angeles para começar, digamos assim, uma vida nova. E nas palavras dele: “claro que Los Angeles, não é óbvio?”. Sim jovens, são nessas piadinhas de céu, inferno, anjos, demônios, pecado e salvação que nos faz acreditar que o capiroto é gente fina. Agora na sua forma humana, ele monta uma boate de nome Lux e tenta disfarçar pela cidade de bom moço, desfilando com seu Corvette 62 e usa do seu poder de persuasão pra conquistar algumas coisinhas. Lucifer Morningstar tenta entender porque seu Pai (muito bom da parte dele respeitar quem o criou) escolheu os homens ao invés dele. Se você é daqueles religiosos fervorosos, antes de assistir cada episódio, tente se esquecer desses dogmas por 40 min. que eu garanto que é diversão garantida, porque Lucifer, a série, brinca com preconceitos de religiões e sobre a hipocrisia do homem nos dias de hoje.
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Em meio a essa trama dele tentando ser um ser normal vivendo na cidade do pecado e se cercando dele, ele sim, se aproveita de todo os benefícios dessa vida humana que ele julga certa, até porque, se fosse errada, ele acredita que seu Pai já teria interferido. O que o irrita é saber que Ele o abandonou e manda seu irmão anjo Amenadiel pra tentar contornar a situação, um anjo que tenta convence-lo de que o inferno precisa dele e sem ele nada funciona, é o peso da balança para o mundo real. O seu problema, que mostra em toda trama é como ele é odiado pelos homens e seu Pai, seus irmãos, e todo o céu o largaram de mão, e novamente citando as palavras dele: “Eu não sou responsável pelos erros e pecados dos homens, eles fazem as escolhas, eu somente os puno”.
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Vamos ao que interessa, quando você me pergunta: e Pedro, tem alguma coisa relacionada a obra Lucifer de Neil Gaiman? E eu te respondo: completamente. Algumas pessoas julgam muito pela aparência já que nos quadrinhos, Lucifer é loiro e não tem o sotaque “britanico” do nosso Lucifer da série de TV, mas ainda sim, aparências. É uma série que não leva a ponta do lápis o que a Vertido criou, mas tem sua característica própria e que no decorrer dos episódios, você se diverte tanto, que esquece que foi baseado em alguma coisa, o que ainda te faz lembrar são frases, referencias, personagens e alguns fatos. Então, não vá esperando que vai assistir a paginas de uma HQ, que sinto muito, não vai. Mas sim, eu garanto uma dose boa de diversão mesmo com seus momentos fracos e de pouco entusiasmo, ainda sim é uma série que é relevante assistir (ou então não tava aqui escrevendo sobre ela). E parece que vem aí, também da Vertigo a série “Preacher”, essa vai para os entendedores.
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Pontos interessantes da séries nos faz pensar, pois Lucifer fica extremamente furioso quando sua imagem é assimilada a um bode, e seu irmão anjo Amenadiel, assume que foi uma brincadeira entre os anjos pra deixar o Diabo com raiva, e sim, o deixou. Ele pergunta várias vezes quem foi o humano ou onde está escrito que ele tem a forma desse animal. Outra coisa que deixa claro o nosso questionamento é quando se trata do pecado, pois ele afirma que sempre esteve ali, mas não é ele que pega na mão da pessoa e a obriga, ela tem o livre arbítrio de escolher se quer ou não fazer, mas se faz, a culpa é do capeta e ele acha injusto o Pai deixar que as pessoas assimilem a culpa do pecado a ele, e por fim, não menos importante, ele deixa claro, lembra, frisa (mesmo ninguém dando ouvidos) que ele estava no inferno pra punir os pecadores e ele nunca foi um, e que antes mesmo dele pecar, o Pai o expulsou do céu, o que cria uma antítese monstruosa e conflitante que é: Será que Deus só expulsou o anjo caído do céu porque ele não tinha conhecimento suficiente pra entender os humanos como Ele entendia? Ou ele buscava mais que entendimento, ele buscava poder sobre a criação de Deus? (Gente, eu não quero gerar polêmica, isso é da série viu?)

Então jovens, é isso, essa é mais uma série que eu recomendo DEMAIS vocês assistirem, pois vale a pena cada minuto, desde a atuação de Tom Ellis e seu sotaque britânico sarcástico inconfundível (apreciadores de Dr. House, Californication, The Mentalist e Constantine sabem do que eu tô falando), até as tramas policiais de CSI e os mistérios do paraíso e da perdição. Curtiu o post? Sério mesmo? Então compartilha pra seus coleguinhas ateus que vão curtir ou aquele tiozão religioso que curte uma serie que com certeza você vai ser o queridão do seu circulo. E não esqueça, tá no inferno? Abraça o capeta.

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