O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) informou que já está em gestação um programa para destinar recursos e incentivos para o crescente mercado de games. A participação do Brasil nesse mercado, atualmente, gira em torno de apenas 1%.

O governo ainda está estudando maneiras de como vai destinar recursos para as novas empresas do setor. O valor do investimento ainda não está certo, porém está girando em torno de no mínimo R$ 5 milhões somente no próximo ano. Esses recursos retornarão para o governo por meio do lançamento de editais, em que os royalties da propriedade intelectual dos games seria dividida entre desenvolvedores e incubadoras.

Segundo Rafael Henrique Moreira, coordenador-geral de serviços e programas de computador  do MCTI, são três as áreas profissionais críticas que o governo quer mais desenvolver no país: a gerência de arte em games, ou seja, aquele profissional que desenha as telas; o roteirista dos jogos, que desenvolve as tramas e histórias; e os programadores, que combinam o conteúdo com as características de cada aparelho em que rodará o jogo.

A Microsoft será parceira do governo e se prontificou a assinar, junto ao MCTI, um protocolo de entendimento para estimular no desenvolvimento da indústria nacional de jogos virtuais. Ainda segundo Moreira, a Nintendo (produtora do Wii) e a Sony (do PlayStation) também foram procuradas para ser parceiras no lançamento do plano. Segundo ele, a Nintendo recebeu a ideia de forma bastante positiva e avalia parcerias e investimentos maiores no Brasil.

Aparentemente, haverá recursos para todas as plataformas, incluindo-se software livre e Android. A parceria com outras empresas que vendem consoles é essencial para ajudar na infraestrutura, podendo adaptar as criações nacionais aos recursos disponíveis em cada console.

Para Levy, presidente da Microsoft, o Brasil tem potencial para se transformar em um “centro de excelência mundial no desenvolvimento de games”.

por moises4567, fonte: Radioblast