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Quem, como eu, não vem encontrando nenhuma grande surpresa ou euforia nos suspenses de horror atuais, já chega no cinema pensando “tomara que não perca mais duas horas de vida, tomara que me surpreenda, tomara que seja o terror do ano… ou se assustar em algum momento, já vai ser válido”.

Pois bem, lá estava eu com todos esses pensamentos ma cabine de imprensa de The Hallow – em português, A Maldição da Floresta, de 2015 – sendo lançado por aqui na próxima quinta-feira, 06 de outubro.

Adam (Joseph Mawle) aceita um trabalho numa zona ambiental irlandesa antiga e muito rústica e se muda de Londres para lá com a esposa Clare (Bojana Novakovic) e o filho recém nascido. O vilarejo em volta da floresta e da casa de Adam e Clare Hitchens é de uma vizinhança extremamente supersticiosa e folclórica, que avisa pra que fiquem afastados de lá, já que a floresta estaria cheia de criaturas místicas cujas características não são reveladas na primeira parte do longa.

Após um incidente em que algo ou alguém tenta invadir a casa e atacar o bebê, a família percebe algo de errado de fato acontecendo, e logo pensa ser culpa de Donnelly (Michael McElhatton), um dos donos de terra mais influentes do vilarejo e umas das pessoas que mais acreditam nas histórias sobre a floresta remota e assolada. Frequentemente Donnelly aparece na residência dos Hitchens para intimidá-los – o dia-a-dia a partir daí se torna aos poucos num pesadelo: dias que antes passavam comuns e sem surpresas, tanto para Clare em casa, quanto para Adam na floresta, agora se tornaram muito bizarros.

Em uma das visitas repentinas e sinistras do então vizinho, o casal ganha um livro que é uma espécie de compilado daquelas histórias folclóricas, uma “bíblia” mística sobre a floresta. E é aí que as coisas começam a ser reveladas e definidas ao telespectador. Não que seja impossível prever qual a próxima cena (muito ao contrário!), porque além do diretor lançar mão dos ditos “recursos coringas” para o terror, como os jump scares por exemplo, também faz muitas referências (ou seriam homenagens?) a filmes do gênero. Horror em Amityville e O Iluminado são dois deles, perfeitamente perceptíveis no conceito da floresta – o ambiente – se apropriando dos personagens.

Tecnicamente não há grandes ressalvas. Talvez a trilha sonora, que não ajuda em nada o diretor a contar sua história, a partir do recurso diegético. Também não há grandes surpresas.
“Não há grandes surpresas” é como poderíamos sintetizar o filme em algumas poucas palavras.
Mas não é, também, nada que definitivamente não valha a pena ver. Inclusive há boas atuações, com destaque para Novakovic!

Fã de terror que nos lê aí do outro lado, vem cá dar a sua opinião sobre o inédito The Hallow, que a gente adora saber!

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Sempre amou o mundo das artes e sempre foi muito curiosa: o combo perfeito. Via filmes loooongos quando ainda era muito pequena, sem sair do sofá, com o pai e os irmãos, e não deu outra; cresceu e viciou em histórias. Reais ou fictícias. Cresceu e estudou comunicação social com foco no audiovisual e trabalhou em produtoras de vídeo, emissoras de TV, entre outras. Ama viver em São Paulo. Também é chegada nas tatuagens. Tá sempre com um livro na mão, e nunca sabe onde tão os óculos...
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