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De longe uma das estreias que eu mais aguardei nesse 2016, Lúcifer não deixou nem um pouco a desejar. Ontem, dia 25, a série estreou na Fox oficialmente, mas quem é apressadinho e tava ansiosíssimo, assim como eu, já havia assistido o episódio piloto quando vazou ano passado junto com outros seriados estreantes, como Blindspot.

Sim, eu assisti de novo. Sim, eu achei tão incrível quanto achei quando vi na época que vazou.

Eu decidi esperar a estreia oficial pra poder fazer a minha resenha, porque conheço meu eleitorado sabia que metade não ia ler por causa do spoiler e a outra metade ia ler e reclamar do spoiler.

De qualquer forma, só pra deixar bem claro: TEM UM POUQUINHO DE SPOILER NESSE POST.

Resumindo: Lucifer Morningstar cansou de ficar no inferno torturando almas, resolveu subir alguns andares e se instalar na glamurosa Los Angeles (ironia ou implicância com Papai?) e abriu um bar/casa noturna chamado Lux – abreviação de luxuria, deduzo eu – onde leva uma vida tranquila e, sim, promiscua, contando com a companhia de Maze, uma amiga que subiu com ele do inferno. Mas nem tudo são flores na vida do jovem Lu… vez ou outra ele é atormentado pelas visitas do anjo Amenadiel, que insiste que o irmão volte para cumprir suas obrigações no submundo.

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Nessa nova fase de sua vida, Lucifer conheceu pessoas famosas, influentes, celebridades de todos os meios, e alavancou algumas carreiras promissoras, como a da jovem Delilah, de quem se tornou amigo.

Só que numa noite que parecia como outra qualquer, Delilah é assassinada na frente do Príncipe do Inferno, o que o deixa muito puto, já que a garota tinha uma vida inteira pela frente e uma carreira promissora. Com sede de vingança, a Estrela da Manhã se junta à detetive Chloe Dancer, uma detetive que passa por maus bocados na polícia por conta de um erro num caso anterior e que tem um ex-marido bem mala.

Acontece, que Chloe acaba atraindo mais a atenção de Lucifer por não cair nos seus encantos, e isso o deixa bastante intrigado, afinal, todos os humanos tem desejos secretos que sempre se revelam a ele.

Não vou contar mais. Assista, entenda e tire suas conclusões.

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Analisando mais a fundo, a série de caráter policial/investigativa tem uma dose de humor satisfatória, algo que dança entre o que tínhamos em House, The Mentalist e Castle. Tom Ellis, que dá vida a esse querido Diabo, soube dar o tom certo ao personagem, deixando-o elegantemente sedutor e irresistível, e com um belo sotaque britânico.

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A sintonia de Tom e Lauren German (Chloe) é impecável, ele provocante e ela profissional, tentando entender como esse estranho indivíduo, que se diz o senhor do submundo, consegue ser tão persuasivo com as pessoas ao seu redor.

Apesar das tentativas de grupos religiosos e conservadores de tirar a série do ar, a aceitação do público foi dignamente positiva. Podemos dizer que Lúcifer caiu nas graças do povo.

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Não tenho notícias de quando o segundo episódio irá ao ar, mas dada a boa receptividade, acredito que isso não demore a acontecer.

Só posso dizer que Lúcifer tem tudo pra ser uma das melhores séries (e porque não, talvez, A melhor) desse 2016 que mal começou e já tá agradando pacas.