Gostaria de propor uma reflexão. Quantos de nós existe “dentro de nós”? Longe de mim te chamar de louco, vou explicar.

Quando você nasce é filho de seus pais. Depois vai para escola e conhece pessoas. Na adolescia tem seu primeiro relacionamento amoroso. Nesse ponto você já é três pessoas.

Podemos ser filho, marido, amigo, funcionário, genro, cunhado, tio e etc. A questão é, somos sempre iguais em cada parte da nossa vida? Sei que está meio confuso, mas será que temos a mesma atitude para a mesma reação quando desempenhamos as funções?

Imaginemos uma situação hipotética: você observa uma idosa tentando atravessar uma movimentada via e,

sem pensar, você usa seu “instinto aranha”, e se joga no meio da rua, parando todos os carros e pronto, sua boa ação está feita. Agora na sua casa não tem a capacidade de levantar a bunda do sofá e lavar as louças depois da refeição.

Nessa história você foi generoso e educado quando desempenhou o papel de um estranho, mas como filho ou marido, foi desleixado e sem noção. Entenda que essa ponderação é bem diferente de uma pessoa com uma dupla personalidade, também conhecida transtorno dissociativo de identidade, que segundo a Wikipédia é: uma condição mental em que um único indivíduo demonstra características de duas ou mais personalidades ou identidades distintas, cada uma com sua maneira de perceber e interagir com o meio. Falando em dupla personalidade, me lembrei de dois filmes sobre esse tema, um suspense policial (As Duas Faces de Um Crime – 1996), e um suspense de terror (Identidade – 2003). O primeiro excelente, o segundo, na época que assisti gostei muito, mas eu não era tão criterioso como hoje. A coincidência é que nos dois longas-metragens temos a participação do ator Edward Norton.

As Duas Faces de Um Crime – 1996:

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Um arcebispo é assassinado com quase 80 facadas. O crime choca a opinião pública e tudo indica que o assassino é um jovem (Edward Norton), que foi preso com as roupas cobertas de sangue. Entretanto, um ex-promotor (Richard Gere) e agora advogado propõe a defendê-lo, sem cobrar honorários, tendo um motivo para isto: ter uma incrível necessidade de vencer casos considerados impossíveis. O advogado baseia-se na tese de que o garoto tem dupla personalidade, e uma delas cometeu o crime. O filme, que tem um plot twist de explodir os miolos, foi o primeiro trabalho de Edward Norton, o papel chegou a ser oferecido para Leonardo Di Caprio.

Identidade – 2003:

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A primeira coisa que vem à cabeça quando penso nessa película é o seu pôster. Lembro que na época do seu lançamento eu achei de uma beleza impar e até hoje me chama atenção. Nele, um desenho de uma mão, onde os dedos são pessoas, e a palma um rosto. Depois de assisti-lo, o cartaz faz todo o sentido.

Na história, uma tempestade faz com que um grupo de pessoas busque abrigo em um motel desolado, gerenciado por um jovem bastante nervoso. Entre eles um motorista de limusine (John Cusack), uma estrela da TV da década de 80, um policial (Ray Liotta) encarregado de escoltar um assassino (Jake Busey), um casal de recém-casados e uma família em crise. De início todos se sentem aliviados por encontrarem um lugar para se abrigar, mas logo entram em pânico ao perceber que, um a um, todos estão sendo assassinados em nome de um misterioso segredo que une a presença de todos naquele lugar, mas tenho que parar por aqui, não quero dar spoilers e falar o que tem a ver com o tema de hoje. Foram filmados vários desfechos, na intenção de guardar o segredo até o lançamento do fim.

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Sendo assim, o melhor a fazer a respeito da reflexão seria buscarmos o melhor de nós em cada um dos nossos “personagens” e nos transformarmos em uma pessoa melhor. Lembram do desenho Capitão Planeta? Na série, o Capitão Planeta surge após a combinação dos poderes dos cinco Protetores – terra, fogo, vento, água e coração – com sua frase introdutória “Pela união de seus poderes, eu sou o Capitão Planeta”. Ele obtém forças a partir dos elementos naturais. Mas nós, na vida real podemos pegar as boas atitudes e o bom exemplo e sempre melhorar.

Hoje temos que ser melhores que ontem e pior que amanhã.