Clube do Livro | O Ceifador – Neal Shusterman

Sinopse: A humanidade venceu todas as barreiras: fome, doenças, guerras, miséria… Até mesmo a morte. Agora os ceifadores são os únicos que podem pôr fim a uma vida, impedindo que o crescimento populacional vá além do limite e a Terra deixe de comportar a população por toda eternidade.

Nota: ★★★★★

Citra e Rowan são adolescentes escolhidos como aprendizes de ceifador – um papel que nenhum dos dois quer desempenhar. Para receber o anel e o manto da Ceifa, os jovens precisam dominar a “arte” da coleta, ou seja, precisam aprender a matar. Porém, se falharem em sua missão – ou se a cumplicidade no treinamento se tornar algo mais -, podem colocar a própria vida em risco.

A história começa com Citra e Rowan sendo ligados ao severo ceifador Faraday onde esbarra com os jovens enquanto está cumprindo a seu trabalho: o de matar. Esse ceifador em específico se baseia na pré-imortalidade e mata as pessoas através de doenças, de acidente de carros e em assaltos. O ceifador que escolhe o método, no entanto, o ceifador deve dizer a pessoa o porquê de estar sendo levado e aí, ele o mata, sem mais nem menos.

Apesar da aura religiosa e das súplicas aos ceifadores, com o advir da imortalidade as religiões quase se extinguiram, uma vez que as religiões se baseiavam na vida após a morte, a vida eterna e aos milagres.

E após o encontro de Faraday e os dois adolescentes, ele decide levar os dois como aprendizes devido a sua humanidade latente, não querer matar.

Para Faraday, não querer matar é a primeira e mais importante qualidade que um ceifador deve ter e por isso, ele decide levar os jovens para o treinamento, que consiste em conhecer todos os tipos de venenos, doenças, estilos de lutas, conhecimento e do uso de armas.

E nesse meio de que os Ceifadores são como Deuses e que só eles podem tirar uma vida, muitos deles são arrogantes e possuem o ego tão inflado a ponto de chegar em um avião e dizer que todos ali irão morrer e se alguém tentar fugir, não só ele como também toda a sua família morrerá.

A história é bem desenvolvida e com personagens bem construídos apesar de ter alguns esquecidos conforme a trama avança. Mas, o livro é muito bom por abordar uma sociedade imortal e o de achar o seu lugar num mundo cheio de dilemas morais apesar dos pesares. O livro nos faz cogitar sobre como a morte pode ser cruel as vezes e também me fez pensar sobre a vida. Uma vez que se eles são imortais, porquê é necessário assassinar pessoas inocentes? É um mundo bárbaro, mas se bem que o nosso mundo real também é.

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