Luz emitida pelo iPhone (Foto: Daily Mail) 
Luz emitida por um dos aplicativos. (Foto: Daily Mail)
 

A Comissão Federal de Comércio processou dois criadores de aplicativos móveis para iOS por propaganda enganosa. O motivo: prometer acabar com a acne. É a primeira ação contra serviços de saúde enganosos feita contra um aplicativo móvel. Os alvos são o AcneApp e o Acne Pwner.
Quem pensava que eles estavam sendo processados porque prometiam fotos melhores ou efeitos de Photoshop complexos se engana. Os programas diziam que a partir da emissão de uma luz especial, que só seria possível conseguir com o aplicativo, os usuários poderiam literalmente eliminar as acnes de seus rostos. Simples assim: iluminou, limpou.
De acordo com a Comissão Federal de Comércio, “os consumidores eram aconselhados a segurar a tela em frente á área com espinhas para tratá-las em poucos minutos diariamente, lógico, depois da ativação paga”. Jon Leibowitz, presidente do órgão, ainda completa: “Smartphones facilitam nossas vidas em vários sentidos, mas infelizmente no caso de acnes ainda não existe aplicativo para isso”.
O órgão revelou que um dos desenvolvedores do AcneApp é um dermatologista chamado Greg pearson, que deliberadamente teria usado como teoria um estudo sobre a eficácia de terapia antiacne com o uso de luzes. 11 mil pessoas baixaram o AcneApp, que custava $1,99, e 3 mil baixaram o Acne Pwner, que custava $0,99. Os desenvolvedores foram processados em $14.294 e $1.700 respectivamente.
A propaganda do Acne Pwner dizia exatamente o seguinte: “acabe com sua acne com esta simples, mas poderosa ferramenta! A exposição à luz tem sido usada como tratamento para acne. Recentemente, luzes visíveis têm sido empregadas com sucesso para tratar acnes leves e moderadas”.
Via Daily Mail