No último Sessão Nostalgia Nerd, minha querida amiga Susy me invocou da Terra Média para continuar com a corrente, e cá estou eu!
frodo sauron
Frodo e o Um Anel.
foto do colaborador do NT yago
Pré-gravação de um podcast.

Em 2003 estreava no Brasil O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei e, naquele mesmo ano eu completei meus 7 anos de existência.

Eu já era acostumado a ler livrinhos de fantasia com 10, 15, 20 páginas, mas ainda não havia sido apresentado aos livrões de 500+ páginas. Nessa época tudo que eu curtia de verdade, como jogos, desenhos e filmes, tinha altíssimas doses de magia e mistério. E foram dois anos após o lançamento de O Retorno do Rei, em 2005, que eu fui apresentado ao primeiro filme da trilogia que explodiu minha mente da melhor maneira possível!

No dia 23 de Outubro, dois dias antes do meu aniversário, o SBT me deu o melhor presente. De forma despretensiosa e muito sem querer, eu liguei a TV na hora em que o Frodo deixava o Shire (Condado) e nesse momento meus olhos se arregalaram quando surgiu na tela o Nazgûl!

frodo se escondendo de nazgul
Os Hobbits se escondendo do Nazgûl.

Sempre que eu via os espectros eu ficava arrepiado.

nazgul atacando
Nazgul de O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel.

A Sociedade do Anel me conquistou!

Minha curiosidade me fez ficar vidrado na tela até a última cena. Aquele final me deixou com sede por mais filmes daquele tipo. Aquela história me arrepiava inteiro, e o que raios era aquele Anel?! Tanto poder irrestrito que cabia na palma da mão. Aquele pecado, aquele vício que tentava os homens estava ali, no pescoço da criatura mais frágil entre as raças da Terra Média, que no fim se provou o Ser com uma força de vontade surpreendente. E é claro que eu tô falando de Samwise Gamgee! Quem seria Frodo sem ele?! Brincadeiras a parte, todos os personagens são incríveis na história, mas eu sou #teamSam!

Sam e Frodo se abraçando
Uma das cenas mais lindas da trilogia!

Minha relíquia

Após consumir toda a trilogia de filmes, eu fui pros livros, na mesma época em que estava começando a me interessar pela leitura de livros mais difíceis. E a cada página eu me apaixonava mais pelas histórias da Terra Média.

Quando eu li O Silmarillion eu decidi que eu queria criar meu próprio mundo, e foi o que me deu o gás para começar a escrever meus contos e a querer estudar mais sobre cinema e jogos (a parte que me levou a querer produzir jogos teve contribuição de outra coisa, além de LOTR, mas é assunto para outro post).

Para representar de forma material na minha vida o que LOTR (Lord of the Rings) significou, com o primeiro salário que ganhei, eu me dei de presente o item que eu mais almejava ter entre todos: o Um Anel.

Assim que adquiri o meu precioso algumas pessoas começaram a achar que eu havia me casado… Inclusive me deram parabéns pessoalmente perguntando o nome da noiva hehehehehe’

O Senhor dos Anéis teve um impacto significativo na minha vida e eu guardo meu Um Anel com muito cuidado até hoje. Além dos meus livros, DvDs e outras coisas que tenho dessa obra prima de Tolkien.

Foto de coleção do Senhor dos Anéis
Foto de 2017 com uma parte das coisas que tenho de LOTR.

Reflexões

Eu sempre tive uma imaginação fervilhante, então eu podia passar horas quieto no meu canto, imaginando um mundo de coisas! Dragões voando pelas ruas e monstros colossais que viviam no fundo dos rios.

Eu também sempre fui muito crítico comigo, nunca me achava suficiente pra nada e quando eu soube desse Anel que te deixava invisível… Nossa! Pareceu-me o poder mais perfeito que existia. Eu poderia viver sem me preocupar com as pessoas me olhando, julgando ou rindo de mim. Mas quando eu soube do que aconteceu ao Smeagol, da criatura Gollum, eu parei e repensei todo esse “poder incrível”.

Uma mensagem que eu interpretei na época é que se isolar do mundo é algo que acabaria comigo aos poucos. Ceder a um poder para saciar minhas inseguranças, ceder a um atalho só porque eu queria que o mundo me visse de formar diferente, não era a melhor escolha a se fazer. Pelo contrário, eu preferiria ser lembrado por ter superado esse mal, assim como Frodo fez, ou até mesmo como Faramir que jamais fraquejou diante do Um Anel. Ter pessoas com quem contar, é uma mensagem válida de se passar.

As palavras de Gandalf também sempre me faziam parar e pensar por horas. A frase que mais me marcou entre todas, foi algo como: “Tudo o que precisamos saber é o que fazer com o tempo que nos é dado”. E isso é algo que eu prego como um dos meus princípios. O tempo me dá mais medo que a própria ideia da morte, afinal: “E se não der tempo?“.

Usando o Um Anel
O Um Anel.

E sempre que um amigo olha pra mim e diz que eu tô atrasado, eu só respondo:

Um mago nunca se atrasa! Ele chega exatamente na hora em que pretende chegar!

 Desafiado da próxima semana: Mariana Cardoso.
Mariana Cardoso

Não deixem de conferir os desafios da série Sessão Nostalgia Nerd:

Série | Sessão Nostalgia Nerd – Apresentação

Série | Sessão Nostalgia Nerd – Os Superamigos

Série | Sessão Nostalgia Nerd – Furby