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(arte com todos direitos reservados aos devidos autor e editora)

Você – leitor, espectador -, já se sentiu impregnado por uma obra e teve certeza de que aquilo esteve te rodeando por tempo indeterminado, até que um dia finalmente leu/assistiu, e deu fim a esta “agonia”?
Prazer! Esta que vos fala acabou de vivenciar a exata experiência com Sinal e Ruído, graphic novel de Neil Gaiman e Dave Mckean; já muito ovacionados pelo público pela parceria em Sandman.
Reed, um diretor de cinema hollywoodiano de carreira consideravelmente sólida, de repente se percebe com cinquenta anos, uma doença terminal e o filme perfeito que nunca fez: a obra prima que o garantisse espaço no tempo, glória e respeito eternos no mundo das pessoas vivas, além da própria existência física.
Mas Reed só tem 2 meses de vida, sendo otimista. Sabe que não terá tempo pra realizar o filme mesmo tendo Inanna, sua fiel produtora a seu lado.
Não há tempo, e ele começa a cortar laços com o mundo real (a começar pelo próprio tratamento da doença), para que nesses sessenta dias consiga construir, ao menos em sua cabeça, seu filme perfeito que provavelmente jamais será visto.
Logo começa a escrever o roteiro. Dias afinco, com alguns intervalos de exaustão ou confusão mental. Mas segue. O cenário do filme é o fim do mundo. Ou melhor, o medo do fim do mundo na virada do milênio. Misticismo e superstição em torno de datas específicas, como 31 de Dezembro de 1999.
O que vemos mais pro entremeio do enredo, magistralmente desenvolvido por Gaiman, é o mote de que “o mundo está sempre acabando pra alguém”, mesmo que não acabe pra todo mundo em um só acontecimento apocalíptico.

O título da graphic se trata de alegorias. O que é sinal e o que é ruído quando se tem pouca vida pra gastar, e um projeto a ser concluído (ainda que só dentro da própria cabeça). O que é importante e o que é uso inadequado de tempo? Como selecionar o “sinal”, a clareza da história a ser contada dentre todo o ruído interno e externo?
Parece óbvio que a história do personagem e a história do roteiro que vai se formando, se confundem durante todo o processo. Afinal de contas, poderia ser qualquer história, a história de um vilarejo qualquer, de um homem qualquer. Inclusive dele mesmo, repleta de metáforas. Quando perguntado por alguém do que se tratava o roteiro, eis a resposta: sobre pessoas.

No mais, só lendo. Porque sabe, em dado momento o spoiler fica eminente, e o desfecho é brilhante, não posso estragar isso por você, leitor!
Taí a recomendação do Nerd Tatuado pra essa sexta-feira!
Leia Sinal e Ruído. Se delicie com o roteiro e argumento incríveis de Neil Gaiman, e a arte gráfica realista e refinada de Dave Mckean.

Depois passa aqui e conta tudo que achou pra gente!

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Sempre amou o mundo das artes e sempre foi muito curiosa: o combo perfeito. Via filmes loooongos quando ainda era muito pequena, sem sair do sofá, com o pai e os irmãos, e não deu outra; cresceu e viciou em histórias. Reais ou fictícias. Cresceu e estudou comunicação social com foco no audiovisual e trabalhou em produtoras de vídeo, emissoras de TV, entre outras. Ama viver em São Paulo. Também é chegada nas tatuagens. Tá sempre com um livro na mão, e nunca sabe onde tão os óculos...
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