The Witcher | 10 Diferenças entre os livros e a série.

[Aviso: O texto a seguir contém grandes spoilers para The Witcher. Leia por sua conta e risco!]

The Witcher, adaptação da Netflix dos livros de Andrzej Sapkowski que inspirou a popular franquia de videogames, finalmente chegou. Estrelando Henry Cavill como o bruxo titular Geralt de Rivia, a série de fantasia mostra como o destino do caçador de monstros contratado se entrelaça com a vida de uma princesa perdida, a Ciri de Freya Allan e uma poderosa feiticeira, Yennefer de Anya Chalotra. A maior parte da primeira temporada é inspirada em eventos detalhados nas duas coleções de contos que foram lançadas antes do romance em si, O Último Desejo e Espada do Destino que contam sobre o passado de Geralt e de alguns personagens. E enquanto a apresentadora Lauren Schmidt Hissrich se apega bastante às principais narrativas apresentadas nos livros de Sapkowski, há muitas diferenças espalhadas ao longo desta primeira temporada. Nós não vamos passar por tudo. Pois, quem se importa que Jaskier (Joey Batey) não estava no banquete de noivado de Pavetta nos livros, mas estava no show? (Embora ele tenha sido uma adição divertida a esses eventos.)

O que realmente interessa são as diferenças entre o programa e os livros que criaram efeitos notáveis ​​de efeito cascata, adicionando ou aprimorando a mitologia já estabelecida – e há mais do que número suficiente para nos manter ocupados.

Leia as 10 maiores diferenças entre o programa de TV The Witcher e os livros, e algumas diferenças entre os mesmo e aos games.

1 – A queda de Cintra acontece numa velocidade impressionante – e Geralt está lá. É uma loucura pensar que não vimos Cintra cair para Nilfgaard até a última história em Espada do Destino. E mesmo assim, ouvimos apenas sobre os eventos – incluindo a morte de Calanthe (Jodhi May) – através dos contos de Jaskier para Geralt nos livros. Mas, graças à decisão de contar a história em várias linhas do tempo, a série conseguiu mostrar a batalha crucial no primeiro episódio. Além disso, nessa adaptação, pudemos experimentar os trágicos eventos em primeira mão, tornando as perdas experimentadas naquele dia e tudo o que Ciri enfrentou de maneira muito mais devastadora. (Nós aprendemos um pouco sobre Cahir [Eamon Farren] capturando Ciri através de sua perspectiva no primeiro romance, mas essas memórias foram amplamente dispersas devido a seu trauma.

2 – Os poderes de Ciri são mais evidentes e mais fortes desde o início. Existem algumas dicas de que a pequena princesa têm habilidades especiais nos contos, mas elas praticamente equivalem a ela ter ligeiros instintos mágicos (por exemplo: dizer a Geralt que eles estão seguindo o caminho errado) e ser imune às águas de Brokilon. E não é realmente até os romances, particularmente a partir do segundo livro, Tempo de Desprezo, que podemos ver realmente o potencial dos poderes de Ciri. A série mudou tudo, mostrando a Ciri com o mesmo tipo de habilidade caótica e indomada que sua mãe Pavetta exibiu em seu banquete de noivado. Mas até o final da série, vimos como os poderes de Ciri podem ser mortais, que ela foi capaz de compartilhar os sonhos de Geralt, e a vimos entrar em transe e falar uma profecia sobre o fim iminente do mundo.

3 – Geralt é retratado de uma forma bem diferente no livro. Ele não é um galã, musculoso ou tem um sorriso para lá de expressivo. Seus olhos são negros, não castanhos. O Geralt do livro é muito mais emocionalmente vulnerável que o da série e realisticamente poderoso.

4 – Nós vemos a história de fundo um tanto diferente de Yennefer. Se você viesse ao programa às cegas, provavelmente ficaria chocado ao saber que tudo o que vemos de Yennefer antes dela conhecer Geralt – incluindo seu tempo em Aretuza, o assassinato da pequena princesa e toda aquela coisa em que Tissaia (MyAnna Buring) transformou meninas em enguias é completamente inventada para a série. O conto “O Último Desejo” revela que Yen costumava ser corcunda e que sua tentativa de suicídio foi mencionada no romance final A Dama do Lago, mas, caso contrário, tudo o que você vê da vida de Yennefer antes de conhecer Geralt no quinto episódio é novo e criado para a série. (Yennefer tem um relacionamento romântico com Istredd [Royce Pierreson] nos livros, conforme detalhado no conto “Um fragmento de gelo”, mas ele se concentra no relacionamento deles numa fase posterior de suas vidas e não anteriormente.) A Yennefer que encontramos nos livros é muito parecida com a mulher que encontramos na série, mas explorando seu passado, podemos apreciar e entender como os eventos e os traumas que ela experimentou em tenra idade a moldaram.

5 – Podemos ver a jornada de Ciri depois de fugir de Cintra. Tudo o que acontece depois de Ciri escapar de Cahir até quando ela finalmente conhece Geralt não estava nos livros – embora ela tenha ido a Brokilon, mas sob circunstâncias diferentes. No conto Espada do Destino, Geralt encontra Ciri pela primeira vez em Brokilon, onde ela se perdeu depois de fugir de um casamento proposto em um reino próximo. As dríades originalmente queriam que Ciri ficasse e se tornasse uma delas, mas quando ela prova ser imune às suas águas mágicas, as dríades concordam em deixar o destino seguir seu curso, permitindo que ela saia com Geralt, e então o bruxo nega o destino e insiste em devolver Ciri a Cintra, em vez de reivindicar sua lei da surpresa.

6 – Yennefer escolhe sacrificar seu útero para ficar bonita. A infertilidade e as lutas da reprodução são temas recorrentes ao longo dos livros. Dríades, elfos com pouca idade, bruxos e magos não conseguem se reproduzir naturalmente. Mas, enquanto o livro aborda as dificuldades que isso cria, o mesmo nunca aborda a questão de maneira direta (ou dramática) como a série fez no terceiro episódio. Embora a esterilidade dos bruxos deva-se às mutações que eles sofrem, os livros não deixam claro como e por que as bruxas tendem a ser inférteis. Mas a série preencheu esse espaço em branco ao revelar que o custo da transformação física de Yennefer é sacrificar seu útero.

E assim como nos livros, Yennefer acaba se arrependendo de sua incapacidade de ter um filho e faz o que pode para procurar uma cura. Mas, ao fazer de sua infertilidade o resultado de uma escolha ativa que ela fez, o programa enfatiza o tema da escolha, enquanto faz com que Yennefer se arrependa de forma mais sutil.

7 – Triss é quem contrata Geralt para matar a estrige. Triss (Anna Shaffer) é uma grande personagem nos livros e ainda maior nos jogos, mas ela não é realmente apresentada até os romances, ou seja, ela só aparece a partir do terceiro livro. É por isso que foi uma surpresa vê-la desempenhar um papel tão importante no terceiro episódio, quando ela se aproxima de Geralt sobre curar a estrige. No conto O Bruxo, a pessoa que quer que Geralt cure a estrige é um personagem pontual sem importância maior, por isso foi inteligente colocar um personagem tão favorito dos fãs como Triss nesse papel. Passamos mais tempo com Triss durante a Batalha de Sodden, onde vimos vislumbres de sua amizade com Yennefer e seus poderes em ação. Isso deu aos espectadores a oportunidade de conhecer Triss fora do triângulo amoroso em que ela se envolve com Geralt e Yennefer – o que é uma mudança bem-vinda, se estivermos sendo perfeitamente honestos.

8 – Yennefer e Geralt se desentendem com seu último desejo. A questão sobre o que Geralt usou seu terceiro e último desejo no conto “O Último Desejo” assombra os leitores há anos. Mas, diferentemente da série, Yennefer ouve o que é o último desejo de Geralt quando ele diz isso – e sua reação fornece algumas dicas sobre o quão surpreendente é esse desejo. “Não sei se existe uma força na natureza capaz de realizar esse desejo. Mas, se houver, você se condenou. Se condenou a mim”, Yen diz a Geralt em “O Último Desejo”.

Na série, quando Yennefer tem uma ideia do que Geralt desejou, ela tem uma reação muito diferente, pois fica brava com Geralt e começa a duvidar se seus sentimentos por ele são reais ou o resultado de seu desejo. Mas é altamente improvável que Geralt desejasse algo simples ou manipulador: como desejar que Yennefer se apaixonasse por ele. (Geralt tem um código moral, afinal). Então, o que ele poderia desejar?

9 – Nós vemos a Batalha de Sodden, que compõe a maior parte do final da série, mas os leitores só podiam ouvir sobre esses eventos após o fato. A batalha continua a se tornar uma das mais famosas da guerra devido à maneira como os magos lutaram contra Nilfgaard até o fim, com muitos sacrificando suas próprias vidas. Nos livros, Geralt visita Sodden com medo de ver se o nome de Yennefer é um dos listados no obelisco do memorial e, é durante essa viagem que ele é visitado pela Morte. A série inclui um aceno para essa cena, ao fazer um dos sonhos delirantes de Geralt procurar Yennefer, uma visão que também permeia os sonhos de Ciri.

10 – Vislumbres da infância de Geralt. Depois que o bruxo está sofrendo de uma mordida de um monstro venenoso, ele ganha e perde a consciência e nos tornamos a par de alguns dos eventos passados ​​que ele sonha – incluindo sua infância com sua mãe, a feiticeira Visenna. Quando Geralt acorda nos dias atuais, ele descobre que sua ferida está sendo tratada por sua mãe e ele a confronta por abandoná-lo para se tornar um bruxo. Um encontro semelhante acontece nos livros (embora nunca tenhamos um vislumbre real de Geralt quando criança), mas uma sacada interessante que o programa acrescentou é que Visenna parece saber detalhes sobre o destino de Geralt e até dá dicas de que ela pode ter deixado ele se tornar um bruxo por causa de sua confiança no destino e algum conhecimento do papel que ele desempenhará no futuro.

The Witcher está disponível na Netflix. Os livros são publicados no Brasil pela Martins Fontes.

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