Fala, galera! Sejam bem-vindos a mais uma edição da coluna Visão Além do Alcance!

Bom, apesar de eu ser um fã assumido de quadrinhos, confesso que Luke Cage não está entre os meus favoritos. Além do mais, meu conhecimento sobre sua HQ é bem limitado. Sendo assim, não falaremos dos quadrinhos, mas da série produzida pela Netflix e como está sendo a sua recepção — principalmente por pessoas que não tiveram tanto contato com o personagem.

Seguindo a tendência crossover (quando há uma interação entre universos ou personagens de histórias diferentes), bastante difundida no meio nerd, a Netflix lança Luke Cage, spin-off do personagem homônimo que fez a sua primeira aparição em Jéssica Jones, a qual também é um spin-off da série Demolidor. Devido a essa interação, você encontrará em Luke Cage alguns personagens de ambas as séries. Entretanto, assistir Jéssica Jones ou Demolidor não será vital para entendê-la.

 

História

A trama da série se passa alguns meses depois dos eventos de Jéssica Jones, quando Luke, agora vivendo no Harlem, busca manter-se despercebido para viver como uma pessoa comum. É importante ressaltar que Luke Cage é muito mais do que uma história sobre um vigilante: na série, são abordados temas polêmicos em bastante evidência, como o racismo contra minorias, a corrupção das forças públicas e a sensação de incapacidade perante o mundo do crime.

Luke, agora trabalhando como faxineiro na barbearia do estimado Henry “Pop” Hunter, vê sua paz perturbada pela família Stokes  – domina o bairro e é responsável, ao longo dos anos, por diversas atividades criminosas. Cornell Stokes, mais conhecido como “Boca de Algodão”, é um temível traficante de armas e drogas, além de proprietário da famosa boate local Harlem’s Paradise. Suas ações são financiadas pela corrupta vereadora Vanessa Stokes, prima de Cornell, e que aparentemente busca ascensão na política, independente dos negócios da família. Cornell encontra em Luke um adversário inesperado. Outra personagem de grande importância e apelo emocional para a série é a policial Mercedez “Misty” Knight, que questiona as ações de Luke, acreditando que é dever público proteger a sociedade e não responsabilidade de um vigilante.

A trama conta ainda com o personagem Shades, que dá um quê de mistério à série. Soturno, ele parece estar um passo à frente dos demais personagens no que diz respeito aos futuros acontecimentos e do passado de Luke. O dilema psicológico da série fica a cargo de Luke: há um questionamento constante acerca do uso de seus poderes. A dúvida de fato é pertinente, já que ele não se sente um herói, mas sim um cidadão que quer apenas viver em paz. Em determinado momento, o enredo muda bruscamente e passa a focar no autoconhecimento do personagem, no seu reencontro com o passado e em como as consequências de um erro podem influenciar no futuro. Além disso, referências religiosas justificam acontecimentos importantes da trama.

O desfecho é intrigante e nos motiva a acompanhar as próximas aventuras do “Herói de Aluguel”, além de nos estimular a ver outras séries do gênero já disponíveis no catálogo da Netflix.

 

Esq. para Dir. Misty, Claire, Luke, Mariah, Shades e Cornell
Da esquerda para a direita: Misty, Claire, Luke, Mariah, Shades e Cornell.

 

Série

A Marvel confiou a Cheo Hodari Coker a direção da série, que conta com 13 episódios e teve sua estreia em setembro deste ano. Charles Murray, Kayla Cooper e Nathan Jackson ficaram a cargo do roteiro, e foram bastante criativos ao nomearem cada episódio com uma canção da dupla de rap Gang Starr, fazendo referência a uma possível coletânea do grupo. Lance Gross, Colter e Cleo Anthony escolheram o elenco da série: Mike Colter como Carl Lucas e seu alter ego Luke Cage, Mahershala Ali como Cornell Stokes, Simone Missick como Mercedez Knight, Theo Rossi como Hernan Alvarez, Erik Laray Harvey como Willis Stryker e Diamondback, Rosario Dawson como Claire Temple e Alfre Woodard como Mariah Stokes. Como convidados, podemos citar as importantes participações de Frankie Faison dando vida a Pop e da nossa querida Sônia Braga, no papel da mãe de Claire.

A segunda temporada está prevista para ser lançada em 2018 após a reunião dos personagens na série Defensores, prevista para 2017. Luke Cage atingiu números expressivos em sua audiência, chegando a derrubar os servidores da Netlfix americana por cerca de duas horas no dia 01 de outubro.

 

Porque Sim

* Luke Cage tem uma trilha sonora maravilhosa, contando com Miles Davis, Wu – Tang Clan e Sharon Jones, sem falar que é um deleite para os amantes do rap;

* Oportunidade do grande público conhecer um pouco mais sobre o personagem, já que pertence a um grupo não tão popular de heróis;

* O roteiro da série foi muito bem elaborado e condiz perfeitamente com o propósito da Netflix de conectar os personagens, sem ter o risco de parecer forçado.

 

Porque Não

* Apesar de alguns destaques, como Misty e Cotton Mouth, o elenco como um todo é apenas razoável em suas interpretações;

* A coreografia das cenas de ação deixou a desejar. É inevitável a comparação com as outras séries de heróis da Netflix, como Demolidor, por exemplo;

* A abordagem racial soa bem estereotipada e rasa.

Pronto! Chegamos ao fim, galera! Agora senta no sofá, pega aquela pipoca, assista a série e nos conte o que achou. Qual a sua opinião sobre o futuro dos Defensores na Netflix?

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NeZ teve uma sorte danada na infância,foi apresentando ao mundo dos games por seu tio, o qual tinha uma locadora de games e o presenteou com um Atari surrado. Depois disso o menino gostou da brincadeira e não parou mais. No mundo dos animes, porque não citar a influência da saudosa Rede Manchete, responsável pelo início da paixão com Os Cavaleiros do Zodíacos, assistido sempre em conjunto com seu irmão e amigos, o Tokusatsu favorito Jiraiya e Yu Yu Hakusho, homenageado em sua última tatuagem. Por falar nelas, duas e contando,mas que não chegue aos ouvidos da sua esposa, a Alemã é braba. De tanto colecionar, decidiu criar sua própria empresa de comércio de figuras de ação e estátuas, a King Puppen. Têm problemas em escolher qual Mangá ler primeiro.

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