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Série | O Voo de Diana – 5ª parte e final

Compilando um resumão geral de todo o tratado da Mulher-Maravilha, além duma galeria de imagens, a série chega ao fim.

Acompanhe a série O Voo de Diana, leia antes:

“O Voo de Diana: apresentação”

“O Voo de Diana: introdução”

“O Voo de Diana – 1ª parte”

“O Voo de Diana – 2ª parte”

“O Voo de Diana – 3ª parte”

“O Voo de Diana – 4ª parte”

Apontamentos de Wagner

A esperada conclusão do tratado “O Voo de Diana” enfim chegou, firmando-se em 2013 como o tratado mais esclarecedor da personagem até então divulgado em rede social, revisitando toda a mitologia da Mulher-Maravilha, da sua concepção em 1941 até aquele ano deste trabalho, um verdadeiro estudo de aprofundamento na personagem, para iniciantes e colecionadores.

A autora expõe suas mais elevadas intenções com o tratado – contribuir para o uso das redes sociais como fonte de cultura, ajudar o fã brasileiro da Mulher-Maravilha a emparelhar-se com os fãs norte-americanos em informação, inspirar os membros da Comunidade g+Quadrinhos a empregar seu acervo particular de gibis (ou seja, seu conhecimento acumulado) em favor da formalização da crítica de super-heróis (e não ficar para si a fortuna leitora que acumulou), ideias que, espelhando-me, anos mais tarde, eu mesmo iria tomar para mim ao fundar a coleção “Batman Antologias”.

O tratado encerra, de forma bem didática, fazendo um resumão dos pontos-chave sobre o voo da heroína grega (demonstrando o quão empenhada esteve a autora em remover qualquer dúvida sobre o assunto), lista as obras consultadas para o tratado, tendo, inclusive, edições da extinta editora EBAL e trabalhos não publicados no Brasil. A fã da Wonder Woman deixou ainda uma rara ilustração da Rainha Hipólita como Mulher-Maravilha com um recado pessoal aos leitores do tratado, uma despedida que, para a surpresa de todos, à época, prenunciou seu sumiço repentino da virtualidade meses depois. No apêndice, estarão disponíveis o link para baixar o tratado em sua edição original da autora, de 2013 em PDF, a compilação, por link, de todas as partes do tratado publicado aqui no blog, todas as ilustrações que baixei de postagens que acompanharam “O Voo de Diana” (incluindo as fanservices), o “Guia EBAL Mulher-Maravilha” que a autora deixou, e um vídeo da WonderCon daquele ano publicado junto com este trabalho.

Capa original do tratado “O Voo de Diana” (2013).
Resumo/Conclusão

Espero ter colaborado com a nossa cultura pop no Brasil ao discorrer sobre as questões em torno da Mulher-Maravilha, e isso não viria de mim se antes não viesse de vocês da COMUNIDADE QUADRINHOS.

Longe de me gabar, como leitora da Wonder, tenho ciência de que pouco esforço e pouca atenção a esse assunto foram dados por editoras, revistas, fanzines, sites, almanaques – e por aí vai; por isso a nossa desinformação, se comparados aos norte-americanos. Partilho, com total gratuidade, desse meu conhecimento acumulado e ineditamente publicado em nossas redes sociais como um presente aos amantes da 9ª arte que tanto se esforçam em promovê-la e em popularizá-la como arte de verdade.

Verificamos então que a Mulher-Maravilha:
  • No início de carreira não voava. Apenas executava hiperssaltos, conforme William Moulton Marston. Esse recurso durou de 1941-1950.
  • Passou dos hiperssaltos ao deslocamento suspenso em correntes de ar e à autoplanagem, conforme Robert Kanigher e Denny O’Neil. O recurso durou de 1950-1971.
  • Teve Jack C. Harris como o precursor do voo individual, sem o auxílio da aeronave invisível, em 1972, após a revitalização gerada pelo alarido crítico da revista feminina Ms. No entanto, o recurso do voo era irregular e não se firmou como regra editorial.
  • Já voava (tanto a da Terra-1 como a da Terra-2) durante Crise nas Infinitas Terras, em 1985, conforme Marv Wolffman.
  • Teve o voo afixado como regra editorial com George Pérez em 1986.
  • Galgou uma elevação do poder de voo a outras dimensões com as alparcas de Hermes em 1990 pelo mesmo George Pérez.
  • Teve a regra editorial do voo quebrada, deixando de voar, por J. Michael Straczynski em 2010.
  • Retornou ao voo no reboot de Os Novos 52!, com Brian Azzarello, em 2011.

 Fontes Consultadas

••► Acervo da coleção particular Mulher-Maravilha (em português, ed. EBAL, Abril Jovem, Mithos, Panini).

••► Biblioteca DC Mulher-Maravilha: Deuses & Mortais, páginas anexas.

••► DCwikia [DC Database]. “Cover Art Gallery: Wonder Woman” (Vol. 1) nº 1-329. Link:http://dc.wikia.com/wiki/Wonder_Woman/Covers. (Site consultado de 19-29/08/13 várias horas).

••► HQRock – Quadrinhos, Música & Afins. “Mulher-Maravilha Ilustra Capa de Revista Feminista Depois de 40 anos”. Link: http://hqrock.wordpress.com/2012/09/30/mulher-maravilha-ilustra-capa-de-revista-feminista-depois-de-40-anos/. (Site consultado em 25/08/13 às 15:32h).

••► Mundo dos Super-Heróis nº9 – Mulher-Maravilha de A-Z. Ed. Europa, 2008.

••►The Essential Wonder Woman Encyclopedia, by Phil Jimenez, John Wells, 2009.

••► The Original Encyclopedia of Comic Book Heroes vol. 2: Wonder Woman, Michael L Fleisher, 2007.

••► The Wonder Woman Chronicles vol. one, DC Archives, 2010.

••►Wonder Woman Archives Vol’s 1-4, William Moulton Marston, HG Peter, 2008.

 Apêndice

ΠΣ O Voo de Diana (agosto de 2013) – trabalho original (para download)

ΠΣ ✩ Campanha ❝O Voo de Diana❞✩ – todas as partes do tratado

✩  Apresentação

 Introdução

✩ 1ª parte

✩ 2ª parte

✩ 3ª parte

✩ 4º parte

ΠΣ Guia EBAL Mulher-Maravilha – todas as edições da super-heroína publicadas nos anos 1970 pela editora EBAL (para download)

• Mulher-Maravilha, 1ª série
• Mulher-Maravilha, 2ª série

ΠΣ Vídeo de abertura WonderCon-2013 San Francisco

ΠΣ Ilustrações postadas pela autora (que baixei pra mim na época)

Traje inicial
1º traje de William Moulton Marston (1941).
Traje com a 1ª hotpant, arte de William Moulton Marston.
Fanarte de Mendoza: Diana como Moça-Maravilha.

Pin-up’s
                                                                                         Arte de Carlos Valenzuela.
 
Arte de Al Rio.
Lynda Carter.
Lynda Carter.
Bettie Page.
Mulher-Maravilha como símbolo da justiça 
Arte de Greg Rucka.
 
Arte de Zelesnik.
Artista desconhecido.
Arte de Miguel Mercado.
Hipólita, artista desconhecido.
Atena, artista desconhecido.
Mulher-Maravilha & Superman 
“Contagem Regressiva para Crise Infinita”, arte de Ed Bennes.
 
Novos 52: arte de David Finch.
Arco “Petrificada”, arte de Greg Rucka.
Trindade DC, da Gabriele Dell Otto.
“O Espírito da Verdade”, Alex Ross 
Esboços.
✩ Mulher-Maravilha, arco “Odisseia”
 
Cosplay 
Digital art 
Avulsas e diversas 
ΠΣ Hipólita: ilustração de despedida do tratado “O Voo de Diana”
Tratado concluído.

Wagner Ávlis

Crítico de histórias em quadrinhos, membro da Academia Maceioense de Letras, articulista e professor de língua portuguesa.