Alan Moore sempre foi o diferentão, desconstruído, fora dos padrões comuns entre os roteiristas de quadrinhos.

Enquanto Miller (Frank Miller) mexia com vários clássicos da Era de Ouro, o diferentão do Moore bolava planos mirabolantes com risadas macabras de como acabar com a mesmice (e porque não chatice) dos super-heróis comuns de tabela que rendiam MILHÕES para suas editoras. Foi assim que surgiu watchmen. Um divisor de águas entre os fãs de quadrinhos hoje em dia (sim, existem pessoas que não gostam. Pobre coitados rs).

Watchmen se passa em um EUA fictício, ambientado na época do impeachment do presidente Nixon, que nunca foi investigado e está no seu 3o mandato, só porque fez aliança com o Dr. Manhatan e ganhou a guerra dp vietnam  (leia-se apelou na guerra do vietnam, porque né?!)
A narrativa de watchmen é tão perfeita que chegamos a acreditar que o Dr. Manhatan tenha existido, que o Comediante é um mal necessário, que o Coruja é um Batman melhorado (sim, melhorado) e até Rorschach poderia ter sido o melhor justiceiro nisso tudo. E se não fosse pela lei Keene, eles poderiam continuar na ativa.

Afinal, who watches watchmen?
Antes mesmo de watchmen, Moore já havia mexido com Marvelman (como citei no post sobre Miracleman -anexar o link) estabelecendo um padrão de narrativa que seria copiado em exaustão 20 anos depois.

Miller e Moore foram os dois M`s (mms…rs) responsáveis pela decaída dos heróis da infância de todo mundo.
Muito mais do que só uma rixa entre “bem e mal”esses dois colocaram uma visão muito mais holística dos super-heróis e enxergar além do próprio homem. Faz lembrar que existem guerreiros frágeis, que existe o lado bom dentro do dentro do lado mal, e o lado perverso, sujo e pervertido, disfarçado de bom, ou até mesmo inserido na bondade. Certificando-nos de que heróis e vilões podem se misturar.

Até mais e obrigada pelos peixes!!!