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Criadora de Star Wars: The Acolyte explica por que decidiu ambientar a série no passado

Leslye Headland é uma dentre vários criadores que trabalham em sua própria série live-action para o universo em expansão de Star Wars na Disney +, , chamado “The Acolyte”. E, via de regra, nenhum destes artistas pode falar muito sobre seus projetos.

Apesar disso, em entrevista recente ao The Wrap, ela abriu o jogo sobre suas referências, sua relação como fã da franquia e com o fato de ser a primeira produtora assumidamente LGBT+ a produzir um produto Star Wars.

Expandindo o universo expandido

Segunda Headland, seu envolvimento com o seriado se deve graças à relação que ela tem com o primeiro filme da trilogia prequel, A Ameaça Fantasma:

“O que eu posso dizer é que a razão pela qual o projeto me chamou atenção é que eu tinha 18 anos quando A Ameaça Fantasma foi lançado e eu era uma grande, muito grande fã de Star Wars”

Podemos imaginar então que a produção deve focar na era da Alta República, antes mesmo dos eventos mostrados no fillme de 1999. A autora continua, dizendo como ficou interessada no que teria acontecido para levar aos eventos do longa:

“Na verdade, fiquei muito intrigada com por que George Lucas nos levou àquele ponto em particular. Fiquei pensando ‘mas o que aconteceu para nos levar até aqui?’, foi o tipo de coisa que meu cérebro de fã de Star Wars pensou. ‘Como chegamos a isto?’”

Para explorar esse período distante, Headland revelou que sua sala de roteiristas segue uma estratégia comum a produções de Star Wars nessa nova fase. Sendo que seu time d eprodução possui diferentes tipos de fãs da franquia.

Antes de tudo, para quem está acompanhando os novos livros e HQ’s de Star Wars, nota certo afinamento no discurso, o que é bastante promissor:

“Acho que é importante ter vozes com uma abordagem um pouco mais parecida com a de George Lucas no Episódio IV, sabe? Quando escreveu Uma Nova Esperança, ele não estava pensando ‘bem, em Star Wars tem essa coisa’. Ele disse várias vezes que sua inspiração para o filme veio de poemas sinfônicos ou de uma escola de cinema que era sobre representar sentimentos de forma visual.”

Representatividade: “Eu me pergunto se deveríamos estar fazendo essa pergunta aos artistas…”

Como a primeira mulher LGBT+ a dirigir uma série “Star Wars”, Headland tem sido muito questionada sobre a questão. Ao ser perguntada pelo The Wrap com relação  à pressão, respondeu que é problemático quando essa responsabilidade se torna o foco das pessoas.

Quando você pergunta dessa forma, eu me questiono por que as pessoas estão me perguntando isso. Penso: por que eles não estão fazendo essa pergunta à Disney?

Então a autora ainda diz que muitas vezes se coloca a pressão da representatividade sobre este ou aquele artista, enquanto se deveria cobrar mais representatividade das corporações.

Há esse tipo de vibração de, ‘Tenha cuidado.’ Uu me pergunto se deveríamos estar fazendo essa pergunta aos artistas, ou deveríamos estar fazendo essas perguntas aos estúdios e às corporações. E, na verdade, acho que eles costumam ser questionados. Mas eu acho que há mais responsabilidade na área de contratação, na verdade.

Embora não tenhamos muitos detalhes sobre Star Wars: The Acolyte, a série é mais uma de várias do universo Star Wars para o Disney+, incluindo Obi-Wan Kenobi e Ashoka Tano, com Rosario Dawson.