Crítica – Halo (2022)

Halo

Tropeçando e tentando encontrar seu lugar na cultura pop, a série de “Halo” encontra um enorme desafio no seu primeiro ano. Se até pouco tempo atrás as adaptações de games amargavam um lugar menor na sétima arte, esse não é mais o cenário atual.

Mesmo os fãs mais tolerantes, que aceitavam adaptações medíocres no passado, agora possuem parâmetros mais altos. Produções como “Arcane“, “Castlevania” e até mesmo os recentes filmes do Sonic mostraram que é possivel entregar grandes sucessos de público com fidelidade ao material base. O que nos leva a um problema.

Prós e contras

Halo

O primeiro episódio de “Halo” oferece sentimentos dúbios. Oferece uma ótima apresentação de personagens, entrega a ação e também aponta as novas direções que a série vai tomar.

Master Chief está aqui, em sua armadura imponente, mesmo sem Cortana à princípio. Os inimigos clássicos também dão as caras. Mas permanece a sensação de que falta algo e de que outra coisa ocupa esse espaço. O resto da temporada explora tanto o lado bom como o ruim disso.

As novas proposições são interessantes, mas a mitologia é deixada de lado. O protagonista é humanizado, e a relação com sua parceira perde espaço.É um jogo de soma zero. Enquanto Pablo Schreiber oferece tanto peso dramático quando pode, dificilmente entrega tudo que é preciso. Por outro lado, o mundo é rico e mesmo as histórias secundárias despertam interesse.

Assim, o que temos é uma experiência que hora frustra, hora recompensa. Pelo menos se estamos falando de expectadores que se importam com a história base. Mesmo que pareça caminhar por lugares comuns, é por saber que o caminho trilhado é o lugar segura do scifi.

Arriscando pouco, se erra pouco. Mas ao mesmo tempo, corre-se o risco de não cativar a audiência. Fica a promessa, e torçamos para que que se pague numa segunda temporada.

 

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