CRÍTICA- Justiça Jovem: Phantoms, Parte 1

Agora que a quarta temporada de “Justiça Jovem” caminha para seu arco final, vamos cobrir aqui cada parte do novo ano. Produzida em um formato diferente, esta temporada trouxe adaptações incríveis de grandes arcos e personagens do universo DC, mantento o alto nível de qualidade das animação da editora.

Ou será que não… Venha descobrir o que achamos.

Justiça Jovem

Começando de onde parou

Mesmo que tenha estreado mais de dois anos depois, “Phantoms” começa essecialmente onde “Outsiders” acabou. Lançados durante a Fandome do ano passado, os primeiros episódios são leves, ambientando o que vai acontecer a seguir e dar o tom de todos os demais arcos da temporada. Aos que acompanham essa história desde 2010, é como se esses dois episódios fossem uma celebração junto aos personagens.

Existe algo de mágico em crescer com alguns personagens. A produção sabe disso focando muito na relação e nos momentos de alegria de Connor e M’gann enquanto viajam para Marte para celebrar o casamento.

Juntam-se ao núcleo principal, o Caçador de Marte e Mutano, que acompanham a viagem. Além disso, temos também a família de Miss Marte, que logo ganhará bastante espaço nesse início de temporada.

Prepare os lenços (e os calmantes)

Quando “Justiça Jovem” estreou, sua proposta era se alinhar com a nova fase de animações da DC Comics: Mais maduras, tratando de temas adultos sem temor. Ainda assim, ao longo dos anos, cada vez mais amarras foram soltas e agora, podemos dizer que o diretor Christopher Berkeley, está aberto a tudo.

O cenário de Marte é vibrante e intenso. Longe de evocar um certo orientalismo – Lugar comum nos quadrinhos e na cultura pop -, o que temos é uma profunda metáfora do racismo e do extremismo político, tão comum no ocidente depois de 2016.

Depois de uma sabotagem no tubo zeta, os jovens heróis ficam presos no planeta. Então devem dividir o tempo entre os preparativos do casamento e a investigação da morte do rei de Marte, que elevou as tensões entre as castas dos habitante e ameaça dar início a uma guerra de extermínio racial.

O texto é tratado com cuidado, e por isso mesmo funciona como pano de fundo. Dando contexto às ações de heróis e vilões, ainda desvia nossos olhos do que está acontecendo de verdade, afinal, por que a Legião dos Super Heróis viajou no tempo para salvar o Superboy?

Mesmo com limitações…

Arrisco dizer que este é o melhor ano dessa série que já não precisa provar nada a ninguém. É nítido o corte de recursos na série e o impacto em sua animação, a pandemia e a migração para a HBO Max cobraram seu preço e em muitos momentos, parece que estamos vendo uma motion comic. Os recursos são economizados para as grandes cenas de ação, construídas com carinho no texto de todo o resto do episódio.

Dessa forma, quando o impacto vem, ele vem com força. E mais uma vez, para quem cresceu com estes personagens, eu duvido que lágrimas não acabem surgindo. E se isso é feito mesmo com todas as dificuldades, a recomendação é máxima.

Assista na HBO Max 

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