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Crítica- The Witcher: Lenda do Lobo (2021)

Depois de uma série muito bem sucedida em audiência, a Netflix volta ao universo do bruxo Geralt de Rivia em “The Witcher: Lenda do Lobo”.

The Witcher: Lenda do Lobo

Uma inteligente aposta enquanto a segunda temporada não estreia, a nova produção em animação, assinada pelo Studio Mir não desaponta, explorando um personagem que ainda será apresentado na série. Na trama acompanhamos Vesemir, um jovem bruxo convencido que caça criaturas por dinheiro. Um dia ele se depara com um novo e misterioso poder que o força a enfrentar demônios do passado e acaba descobrindo que alguns trabalhos são mais importantes do que o dinheiro.

Um olho atento consegue perceber as semelhanças da trama de Vesemir e Geralt. Isso não é por coincidência. Antes disso, estabelece a conexão temática entre aluno e mentor, mesmo que apenas em seus segundos finais. A vantagem aqui é ser bem sucedido no ritmo que faltou ao seriado.

Além disso – que os fãs não sofram – Vesemir é muito mais carismático do que a interpretação de Henry Cavill. O jeito malandro, suas motivações muito claras e o desenvolvimento dos flashbacks também ajudam, e a violência gráfica – um claro legado de Castlevania – dá a cereja do bolo.

Para quem gostou da série, vale ver para entender de onde tudo veio, quem não gostou, terá uma obra muito mais bem acabada. Acima de tudo, para quem não conhece bem a franquia, é uma excelente porta de entrada.

Com acertos muito mais valiosos do que uns poucos erros – em especial o climax apressado – “The Witcher: Lenda do Lobo” acaba somendo pontos que os colocam acima até mesmo da série que o gerou, demonstrando que esse é, afinal, um universo que vale a pena acompanhar.

Assista agora na Netflix

 

“The Witcher: Lenda do Lobo”
Netflix – 2021
EUA
82 min

Direção: Kwang Il Han
Roteiro: Beau DeMayo